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24 agosto

Revistas customizadas: uma história de sucesso

Revistas customizadas crescem no mercado de comunicação pela proximidade com o leitor e menor custo de produção e distribuição

Marcas como Antarctica, Pirelli e Shell são exemplos históricos de como oferecer       informação relevante e ao mesmo tempo cativar o seu público. As revistas Antarctica Ilustrada, Notícias Pirelli e o famoso manual Shell Responde foram durante décadas veículos que transmitiram informações e os valores de cada marca diretamente para o público interessado.

Revista Pirelli
Shell Responde

Essa forma de publicação ganhou recentemente o nome de revista customizada, ou seja, são focadas no que ‘customer’ deseja ler. Em 2007, no Brasil, havia cerca de 50 títulos incluídos nesta categoria. Hoje, menos de 10 anos depois já se aponta que este número seja superior a 300 publicações. “As revistas customizadas foram reconhecidas como um recurso de marketing de relacionamento mais eficaz e íntimo, em comparação com a propaganda convencional” respondeu o consultor Dário Caldas, ao Portal da Comunicação.

Revista MIT

Nos Estados Unidos, um estudo da Roper Public Affairs and Media, constatou que 78% dos norte-americanos acreditam que a publicação customizada é o meio mais eficaz para as empresas falarem de seus produtos e serviços. Lá, sete em cada 10 revistas são customizadas.

No Brasil, o boom das customizadas aconteceu na metade dos anos 2000 quando a intenção das marcas de diferenciar sua comunicação encontrou editoras especializadas na produção destes produtos. Uma das editoras é a CMN, de São Paulo. O que começou com a produção de poucas publicações hoje se tornou uma máquina de produção de mais de 20 títulos.

Revista Bergerson

“Fazemos uma pesquisa de mercado, público e perfil do cliente para então apresentar uma proposta de publicação bem direcionada”, afirma Glauco Piccirillo da Silva, Diretor Editorial da CMN. “Formatamos então o produto final em conjunto com a equipe de marketing da empresa”, completa.

A experiência de anos no mercado de revistas customizadas faz Glauco Piccirillo destacar as principais vantagens deste tipo de publicação:

1) Fidelização

2) Possibilidade de apresentar um vasto portfólio em uma única mídia

3) Circulação ampliada pelo público-alvo (uma revista circula pelos interessados)

4) Posicionamento de marca

E o caminho natural destas publicações foi o ambiente digital. Assim, além de assuntos e uma linguagem direcionada ao seu público-alvo, agora as revistas também teriam uma distribuição mais rápida e barata. Foram esses fatores que fizeram a Cecrisa, uma das maiores cerâmicas do Brasil, adotar o digital como plataforma para suas publicações.

“Publicamos nossas revistas desde 2011 e o objetivo sempre foi o de disponibilizá-las em meio digital, através do aplicativo. E nossos objetivos de levar nossa comunicação direcionada a vários clientes, sem aumento no custo, têm sido atingidos”, relata Sabrina Bett, gerente de marketing e Produto da Cecrisa.

Apesar da franca tendência de adoção do digital como ferramenta de divulgação das publicações direcionadas, um levantamento da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) mostrou que ainda há muito a se evoluir na experiência digital que as revistas proporcionam aos leitores. Das 100 revistas mais importantes do Brasil, apenas 21 tem conteúdo responsivo, ou seja, estão perfeitamente adaptadas às plataformas como smartphones e tablets. “Hoje, metade dos usuários acessa conteúdo pelo celular”, atesta Alessandro Gerardi, diretor da Aner. “Esse dado só vai crescer. Então, 100% das revistas deveriam, desde já, estar prontas para este mercado”, completa.

BOX 1 

Tendências do mercado de revistas digitais

1) Foco no ‘Millenials’.

Pessoas entre 18 e 35, superconectadas e que tem a maior parte de sua vida dentro do digital, estão entrando em faixa maior de consumo.

2) Vídeo é o Rei.

Cada vez mais as visualizações de vídeos têm superados as curtidas e compartilhamentos de posts de textos ou fotos. E essa diferença deve aumentar cada vez mais.

3) Compra de conteúdo.

Pesquisas atestam que se o conteúdo chegar até seu público, ele não é visto como custo mas como investimento, entretenimento. E assim, mais apropriado a ser vendido.

4) Edições ‘momentais’.

As publicações devem buscar cada vez menos ficarem atreladas aos prazos de edições mensais, semanais, quinzenais, e trabalhar para chegar à edições de momento, que trazem a qualidade de cobertura de uma revista com a rapidez de um jornal.


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